Matozinhos


Tudo começou com o assassinato, à traição, do bandeirante – sempre eles – Dom Rodrigo de Castelo Branco em meados do séc. XVII. Os remanescentes da bandeira, sem liderança, optaram por se instalar na região onde hoje é a sede do município.

Em 23 de agosto de 1823 começa a receber reconhecimento, sendo elevada a “Freguesia”; em 1º de janeiro de 1944, graças aos trabalhos incansáveis de heróis matozinhenses, com destaque para Joana Helena, finalmente é emancipada e se torna cidade. Não parou de crescer.

Após passar por um surto de industrialização entre os anos 50, 60 e 70, perdeu muito da característica agrícola que a marcara, quando chegou a ser considerada uma das maiores produtoras de milho do país. Hoje seu parque industrial apresenta cimenteiras, calcinadoras, siderúrgicas, metalúrgicas, fornecedoras do ramo automobilístico e outras mais.

Mas o grande trunfo da cidade ainda está por ser devidamente explorado: das cerca de 500 formações cavernosas da região, mais da metade – 269 – estão em território matozinhense, a grande maioria ainda com segredos por serem revelados. Matozinhos pode ser considerada, sem favor, a capital brasileira das cavernas, onde aprincipal é a Lapa de Cerca Grande, no sítio das boleiras, onde várias ossadas com mais de 8500 anos foram localizadas.

No terreno folclórico religioso, outro destaque: a Matriz do Senhor Bom Jesus que, de humilde capela que marcou o início do povoamento, tornou-se grandiosa, sendo a igreja com o maior número de janelas da América Latina. Todos os anos, em setembro, a cidade comemora o Jubileu do Bom Jesus, grande festa municipal que recebe milhares de romeiros de todas as partes, que chegam para acompanhar as missas, novenas, procissão e curtir as barracas.

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