Centro Histórico
Situada a 25 km de BH, Santa Luzia está colocada estrategicamente na RMBH, próxima aos aeroportos de confins e Pampulha. Banhada pelo Rio das Velhas, é a 10ª cidade mineira em população. Uma das formas de acesso é o entroncamento das MG's 424 com 010, via distrito de São Benedito. Mesmo com intenso e crescente parque industrial, ampla rede de serviços e comércio diversificado, o grande charme de Santa Luzia está no seu lado histórico, casario colonial e dezenas de histórias que valem a pena ser conhecidas. O turismo religioso ocupa importante papel na economia local, e festas como Folia de Reis, do Rosário e da Padroeira Santa Luzia atraem milhares de visitantes ao longo do ano
Santa Luzia é uma das mais antigas cidades mineiras, tendo seu povoamento iniciado ainda no Séc. XVII por remanescentes da bandeira de Borba Gato, que acamparam às margens do Rio das Velhas em busca de ouro. Uma enchente obrigou o primeiro povoado a mudar de endereço, e eles então se dirigiram para o alto da colina, no atual Centro Histórico. Em 1697 já existia como povoado, conhecido por Bom Retiro. O fim do Ciclo do Ouro não impediu o crescimento da comunidade, que acabou tornando-se importante entreposto, ponto de parada quase obrigatório para tropeiros. Havia ainda o porto fluvial, onde embarcações de todas as partes faziam a circulação de pessoas e mercadorias por Minas Gerais. Pertenceu a Sabará durante muitos anos, e conquistou sua emancipação em 1856. O nome Santa Luzia foi adotado oficialmente em 1924
Curiosidades:
O aventureiro inglês Richard Burton, quando esteve no Brasil em meados do Séc. XIX, navegou no Rio das Velhas e hospedou-se na cidade por algum tempo. Causou espécie ao súdito da Rainha o alto número de prostíbulos em uma região tão voltada à religiosidade;
O imperador D.Pedro II, em visita a Minas Gerais, hospedou-se no Solar da Baronesa Alexandrina. Dono de variado repertório artístico, o imperador registrou sua passagem pela cidade através de desenhos;
Santa Luzia foi palco de memorável batalha da Revolução Liberal de 1842. As forças legalistas, comandadas por Luis Alves de Lima e Silva, então “apenas” barão de Caxias, encontraram-se com os revoltosos liderados por Teófilo Otoni;
Não deixe de conhecer:

Centro Histórico: Tombado pelo IEPHA em 1998, o casario da Rua Direita apresenta diversas construções dos séculos XVIII e XIX, muitos deles transformados em museus e prédios públicos.

Solar da Baronesa: O imponente casarão colonial pertenceu à baronesa Maria Alexandrina de Almeida e chegou a hospedar o imperador do Brasil D.Pedro II – seu padrinho de batismo - quando este visitava Minas.Hoje, completamente restaurado, servirá de abrigo ao Memorial da Mulher Mineira.

Casa da Cultura e Museu: Surgido no final do Séc. XVIII, o “Solar Teixeira da Costa” hoje abriga o Museu Aurélio Dolabela, e foi o quartel-general dos revoltos liderados por Teófilo Otoni em 1842.

Igreja Matriz de Santa Luzia: Com seus altares repletos de entalhes a ouro e teto com pinturas atribuídas a mestre Athayde, o templo começou a ser construído em 1758 é um dos mais ricos tesouros do acervo colonial mineiro.

Convento de Macaúbas: Casa de recolhimento e educandário das filhas de famílias abastadas da época, surgiu no Séc. XVIII e também é dono de espetacular arquitetura. Possui ricas histórias do período áureo de Minas. Nele estudaram as filhas de Chica da Silva e do inconfidente Padre Rolim – casado, aliás, com uma das filhas de Chica, Quitéria Rita.
Dados técnicos:
- Segundo dados do IBGE, a população luziense em 2007 era de 222.507 habitantes.